domingo, 24 de maio de 2009

DOCUMENTÁRIO - PRO DIA NASCER FELIZ



Documentário de João Jardim sobre as diferentes situações que adolescentes de 14 a 17 anos, ricos e pobres, enfrentam dentro da escola: a precariedade, o preconceito, a violência e a esperança. Foram ouvidos alunos de escolas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco e também de dois renomados colégios particulares, um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro.

O filme comove pela poesia que traz. Mostra a fragilidade e insegurança da juventude em todas as classes sociais, naquilo que está mais presente em cada classe e região do País. A diferença de valores, adquirida pela condição social em que vivem. O filme é uma denuncia séria, que deveria ser visto por todos que possam influênciar na mudança desta realidade cruel.

O filme mostra dados alarmantes sobre a situação sócio-educacional brasileira. Por exemplo, existem 200 mil escolas no Brasil. Destas, 18 mil não tem banheiro e quase duas mil não tem água. A realidade do povo do nordeste realmente é muito dura. Mas mesmo assim há cultura na pobreza. A menina pobre de Pernambuco que, entre outros renomados autores, lê Carlos Drummond de Andrade escreve textos e poesias incríveis. Tanto que os professores dela não acreditam que ela é quem escreve. Chegam a dizer “você copiou isso de algum lugar que você leu!”. “Os brasis”, expressão já conhecida de muitos estudiosos, revelado neste filme mostra um contraste incrível: a aluna pobre de Pernambuco sonha em estudar e ser alguém, embora talvez não vá conseguir. Enquanto que, numa escola para jovens da elite em São Paulo, uma menina está preocupada que não tem sido muito assediada pelos colegas, como no ano anterior. Ela mesma acaba se culpando por estar “estudando demais”. As amiguinhas confirmam, depois que ela deixa cair algumas lágrimas. Realidade muito chocante também nas escolas das periferias de Rio e São Paulo. Muita violência, professores desinteressados e faltosos. Alguns destes atribuem a culpa do próprio desinteresse aos alunos, que “não colaboram”. Outra revelação é a de que jovens estudantes que matam aula para assaltar, justificam, entre outras coisas, que outras pessoas famosas/importantes roubam milhões e não vão presas.



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